O marketing como conhecemos está enfrentando um colapso de confiança silencioso, mas letal. Para CMOs e CHROs, o desafio não é mais “quem contratar para a próxima campanha”, mas sim como liberar a única voz que ainda goza de credibilidade residual no mercado: o seu colaborador.
O Dilema da Credibilidade
Dados recentes reforçam que os consumidores estão saturados da “perfeição corporativa”. Campanhas ultra-produzidas e CEOs falando de roteiros decorados não geram mais conexão. O público busca o EGC (Employee Generated Content) porque ele é inerentemente “imperfeito” e, por extensão, autêntico. Como aponta a análise da New Digital Age, o colaborador é a última voz credível que restou.
Por que o EGC é o novo padrão-ouro?
- Confiança Descentralizada: 69% das pessoas confiam mais em recomendações de pessoas comuns do que em anúncios de marcas. O colaborador técnico, o vendedor na ponta ou o engenheiro de produto têm um “capital social” que o perfil oficial da marca nunca terá.
- Eficiência de Alcance: Enquanto o alcance orgânico das páginas corporativas despenca, o algoritmo das redes sociais (LinkedIn incluso) privilegia interações entre humanos.
- Humanização da Cultura: Para o CHRO, o EGC não é apenas marketing; é employer branding vivo. Ver um colaborador compartilhando sua rotina real atrai talentos muito mais rápido do que qualquer vídeo institucional de RH.
O Obstáculo: Medo vs. Escala
Muitas empresas ainda não ativaram essa força porque temem o “caos narrativo”. A pergunta recorrente no C-Level é: “Como garantir que o colaborador não prejudique a reputação da marca?”.
A resposta não está na proibição, mas na Infraestrutura de Influência. É aqui que soluções como o Boom transformam o que seria um risco em um ativo estratégico. Através de uma plataforma estruturada, é possível fornecer diretrizes e conteúdos sugeridos, permitindo que a autenticidade coexista com o controle institucional através de IA e moderação avançada.
Do Engajamento ao Valor Econômico
O passo definitivo para o CMO é parar de medir “likes” e começar a medir o Valor Econômico Gerado (VEG). Quando você transforma sua base de colaboradores em canais de mídia espontânea, você reduz a dependência de mídia paga e cria um impacto real na linha de P&L.
O marketing moderno é sobre People-as-a-Channel. Se sua empresa ainda não estruturou a voz de seus colaboradores, você está deixando dinheiro e reputação na mesa. A infraestrutura para isso já existe; o que falta é a coragem estratégica para descentralizar o controle.
